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Acções de formação Tribunal De Contas Promove Capacitação Interna Sobre Processos Da Indústria Petrolífera Nacional

Tribunal De Contas Promove Capacitação Interna Sobre Processos Da Indústria Petrolífera Nacional

Publicado em: 02/09/2019

O Tribunal de Contas promoveu, no dia 31 de Agosto do ano em curso, em sede própria, no Palácio da Justiça, em Luanda, uma acção interna de capacitação sobre a actividade petrolífera em Angola direccionada à alta direcção.

No acto de fiscalizar a legalidade e regularidade das receitas e das despesas públicas, o Tribunal de Contas recebe documentos provenientes de entidades que actuam no sector petrolífero. E para que se dê o devido tratamento destes processos revela-se fundamental o domínio de conceitos próprios deste sector industrial.

Deste modo, a iniciativa visou capacitar os quadros do Tribunal de Contas com conceitos e processos da gigante indústria dos petróleos.

A API, por exemplo, é um destes conceitos importantes. É a grandeza que mede a densidade do petróleo para classifica-lo em pesado, médio ou leve. E consequentemente valorizá-lo em termos comerciais. Por isso, sabe-se que o petróleo produzido em Angola é de densidade média.

Outro aspecto aflorado durante o seminário foi o acordo na sigla em inglês JOA. O acordo que é estabelecido entre os empreiteiros que vão dedicar-se na exploração do petróleo após o acto de concessão pelo regulador, no caso, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Bio carbonetos, ANPG.

O seminário foi ministrado pelo Engenheiro de petróleos, Paulo Gouveia Júnior, que exerce actualmente a função de consultor da Juíza Conselheira Presidente da “casa de contas” angolana.

Durante a sua intervenção, Paulo Gouveia, especialista com anos de experiência no sector, discorreu sobre os processos globais da indústria do petróleo, a saber, upstream, midstream e downstream. Processos que se materializam na extracção do “ouro negro” em terra (Onshore) e no mar (Offshore).

Esclareceu a audiência, aspectos típicos porém desafiadores e complexos do universo da exploração petrolífera que começa com a Prospecção, fase de pesquisa na qual busca-se por zonas prováveis de haver petróleo.

Finalizada a fase de prospecção segue-se então a da perfuração do poço. E segundo explicou o Engenheiro Paulo Gouveia Júnior, trata-se de um processo de alto risco atendendo as quantidades de gases existentes no solo e subsolo que podem levar a estrutura de perfuração a eclipsar. Contudo, atendendo aos avanços tecnológicos e as diferentes especialidades que actuam neste processo já é possível minimizar. Mas “o risco está sempre presente”, disse.

Apesar dos estudos e pesquisas que acontecem na fase de prospecção, a perfuração é a única forma de se confirmar a existência de petróleo numa determinada região em terra ou no mar. Antes disso, a existência ou não do ouro negro não passa de um mistério. 

Foram duas horas de muita prospecção de conhecimento sobre o mundo da indústria petrolífera.

De facto, dos 3 principais processos de exploração, upstream, midstream e downstream, cada um revelou-se ser uma indústria de capital intensivo e tecnologia avançada. E quando a exploração acontece no mar, os milhões em dinheiro também aumentam. E se for então em águas profundas, são necessários milhares de milhões, senão mais.

Prestigiaram o acto formativo, a Juíza Conselheira Presidente, Dra. Exalgina Gambôa, a Juíza Conselheira Vice-presidente, Dra. Domingas Alexandre, e os Juízes Conselheiros, Dr. Joaquim Mande e Dr. Gilberto Magalhães, respectivamente.

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